Apneia Estática

1. O atleta ao se inscrever concorda com os termos/regras da AIDA Brasil (Associação Internacional para o desenvolvimento da Apneia Seção Brasil).
1.1 A apneia estática é uma modalidade em que o mergulhador permanece o maior tempo possível em apneia, ou sejavias aéreas submersas.
1.1.1 As categorias são: masculino e feminino.
1.1.2 Para que a performance seja reconhecida como recorde estadual ou nacional, bem como incluída no ranking nacional será obrigatório:
• Video oficial sem cortes;
• Juízes oficiais;
• Filiação ativa (anuidade em dia) http://www.aidabrasil.com.br/filiacao/
• Idade mínima 16 anos (entre 16 e 18 anos mediante autorização expressa dos pais);
• Atestado médico expresso liberando para prática de mergulho em apneia (validade um ano), com nome e CRM;
1.1.2.1 O mínimo de profundidade para realização da prova é de 60cm em piscina ou ambiente natural confinado.

1.1.2.2 Em ambiente confinado natural a profundidade máxima será de 1,50cm para permitir maior controle da prova.
1.1.2.3 O evento poderá ser realizado em piscina com profundidade máxima de 1,80m.
1.2 O competidor interessado em participar do ranking nacional, reconhecer marca estadual ou nacional deverá ser membro de um clube filiado a AIDA Brasil, ou não havendo clube em sua cidade, poderá se filiar diretamente a AIDA Brasil.
1.3 WADA antidoping padrão poderá ser aplicado durante o evento ou em qualquer período, caso o atleta recuse será considerado como positivo.
1.4 O consumo de qualquer substância WADA que aumente a performance é expressamente proibido a qualquer tempo. Em caso de dúvida o juiz terá o poder para requerer o antidoping teste ou outros meios de investigação.

1.4.1 É proibido inalação de qualquer gás até 60minutos antes da prova.
1.5 O atleta deverá se registrar mediante apresentação de documento de identificação que confirme seu estado de origem, em caso de recorde estadual.
1.5.1 É obrigatório que o atleta reporte qualquer tratamento médico que está realizando. O médico do evento terá o direito de restringir sua participação, caso a mesma apresente risco para sua saúde.
1.6 O atleta ou seu treinador poderão utilizar equipamento eletrônico externo (ex.: cronômetro), mas não poderão utilizar equipamentos que mensurem situações internas tais como: oxímetro, monitor cardíaco, etc.
1.7 Apagamento/Desmaio detectado pelos juízes resultam em desclassificação.
1.7.1 Os sintomas abaixo desclassificam a performance por “Apagamento/Desmaio” (BO=Black Out):
• Parada cardíaca
• Parada ventilatória
• Perda de consciência (blackout)
• Consciente mas incapaz de manter suas vias aéreas fora da água.

1.7.1.2. Em caso de dúvida, será considerado sempre de forma a não prejudicar o atleta, sendo considerada performance válida.
1.8 O atleta não pode ser ajudado ou tocado por qualquer pessoa durante sua performance, somente se precisar de ajuda. Se for tocado, gera desclassificação.
1.8.1 Contato que não gere suporte, como por exemplo: fotógrafo, staff, juiz) não gerará desclassificação.
1.8.2 O atleta poderá ser tocado pelo seu coach/treinador/safety/staff para reposicionar o seu corpo na água, para checar sua consciência como sinais pré estabelecidos de segurança, sem que haja qualquer penalização.
2. Protocolo de superfície
2.1 O atleta ao retirar as vias aéreas da água deverá respeitar o protocolo de superfície na sua íntegra.
2.2 Ao sair da água o atleta terá 15 segundos para realizar o PS Protocolo de Superfície. O protocolo se inicia quando o atleta da inicio a remoção o equipamento facial com as mãos no rosto. Caso não use equipamento facial, o PS se inicia quando o atleta faz o sinal de OK com as mãos na frente dos juízes.

2.3 O Protocolo de Superfície consiste em:
1. Remover todo o equipamento facial (máscara, óculos, grampo, etc.).
2. Dar um sinal de OK visível com a mão para os juízes;
3. Dar um sinal verbal de OK para os juízes, dizendo “OK”, ou “eu estou OK”, ou prova com atletas estrangeiros, “I’m OK” será também aceito.
2.3.1 O procedimento acima deverá ser feito especificamente nesta ordem, dentro do tempo permitido de 15 segundos. Dado inicio a contagem dos 15segundos, completado o protocolo, qualquer sinal extra será considerado como desclassificação. O protocolo finaliza com o sinal verbal.
2.4 Apos sair da água, o nariz e boca do atleta deverão se mantiver fora da água. O atleta não poderá tocar em ninguém, ninguém poderá tocar o atleta, até o juiz principal considerar a performance finalizada e autorizar mediante a exibição do cartão (até 30segundos após saída do atleta da água).
* salvo item 1.8.2
2.4 O juiz exibirá um cartão condizente com a performance, que significam:
• Branco: Performance OK
• Amarelo: Performance OK, mas com penalização
• Vermelho: Performance não válida/Desclassificado
2.4.1 Em caso de julgamento com cartão amarelo ou vermelho, o atleta terá direito de saber as razões.
3. O organizador deverá providenciar condições similares para todos os atletas, salvo questões que envolvam ambientes (vento, ondulação, correntes, chuvas).
3.1 Cada performance é convertida em pontos:
Apneia estática: 1 segundo de imersão = 0.2 pontos
• A performance é sempre arredondada para baixo.
Ex.: 5’04” apneia estática = 60.8 pontos
3.2 Determinando o vencedor:.
3.2.3 Em caso de prova com baterias eliminatórias e final, somente o resultado da final será considerado.
3.2.3.1 O atleta poderá anunciar outra performance para a final, havendo tempo concedido para tal.
3.2.4 Em caso de empate, o vencedor será aquele que apresentar a menor diferença entre a Performance Anunciada e a Performance Realizada.
3.2.5 Em caso de prova com baterias, todas as performances serão consideradas para o ranking nacional, recorde estadual ou nacional.
3.3 Qualquer atividade do atleta ou seu time que cause distúrbio ao evento ou outro atleta impedindo-o de realizar sua performance, poderá ser objeto de penalização pelos juízes, que poderão imediatamente autorizar um reinicio para o atleta que foi prejudicado.
3.4 O juiz pode penalizar ou desclassificar o atleta ou time que por exemplo: desrespeitar as regras, desrespeitar os juízes, organizadores, outros atletas, publico ou mídia, interromper ou interferir na segurança da prova.
3.4.1 Três chamadas ou penalizações resultarão em automática desclassificação.
3.5 O organizador providenciará a filmagem de cada performance. O vídeo servirá de apoio para julgamento dos juízes e eventual decisão em caso de protesto.
3.5.1 Os vídeos serão cedidos à Confederação AIDA Brasil em caso de recorde estadual ou nacional.
3.5.2 Os vídeos poderão ser comercializados para os atletas que tiverem interesse em adquirir suas performances.
3.6 O exato momento em que o atleta deve iniciar a sua performance é chamado de Oficial Top = OT.
3.6.1 A contagem regressiva poderá ser feita por narrador, ou por sistema automático, da seguinte forma:
2’00, 1’30, 1’00, 30″, 20″, 10″, 5″, 4″, 3″, 2″, 1″, oficial top, 1″, 2″, 3″, 4″, 5″, 6″, 7″, 8″, 9″, 10″, 20”, 25”, 26”, 27”, 28”, 29”, 30”, partida cancelada.
3.7 A performance é considerada iniciada quando as vias aéreas do atleta submergem. Somente uma partida é autorizada.
3.8 É proibido ao juiz ou medico participarem também como atletas do evento..
3.9 São proibidas câmeras e fotos na área de competição, sendo que o organizador deverá reservar uma área especifica para tal, que não interfira na performance dos atletas.
3.10 Aplausos e comemorações são permitidos.
3.11 Somente durante a janela de contagem regressiva não é permitido comentários pelo narrador.
3.12 O número mínimo de atletas para ser considerada uma prova válida para o ranking nacional AIDA é de sete atletas registrados no evento. Caso contrário será considerado tentativa de recorde e não será computado no ranking nacional anual.
3.13 Para uma performance ser considerada recorde estadual ou nacional , todas as regras da disciplina deverão ser seguidas, sem penalidades, ou seja, com cartão branco emitido pelos juízes.
3.14 O organizador providenciará kit anti doping e imagens:
• Vídeo cobrindo a performance, 30 segundos antes do OT, até a liberação pelos juízes com o cartão, ou seja, 30segundos após a emersão.
• O atleta deverá aparecer no vídeo ainda fora da água, com seu rosto visível e reconhecível, sendo filmado o Protocolo de Superfície, e claramente visto que não está sendo suportado fora da água.
3.15 Os juízes do evento poderão recomendar mudanças para melhorar a eficiência e segurança geral da prova, assim como apontar situações desfavoráveis tais como: desrespeito as regras, condições inadequadas de segurança, dificuldades para executar suas tarefas.
3.15.1 A decisão será comunicada imediatamente a AIDA Brasil, podendo ser suspenso o evento.
4. Segurança
4.1. É obrigatória a presença de medico, paramédico, e/ou bombeiro especialista em ressuscitação, bem como equipamentos que permitam a ação, no mínimo oxigênio de emergência e ambulância com aparatos que permitam um suporte avançado.
4.2 A segurança deverá estar próxima da área de performance, determinando uma zona de evacuação para rápido atendimento do atleta.
4.3 O atleta deverá responder aos sinais pré-estabelecidos.
4.3.1 Ao ser tocado, caso não responda adequadamente (sinal combinado) ou não responda, terá uma segunda chance imediatamente, repetindo a falta de resposta, o juiz autorizará a sua retirada da água e desclassificação.
4.4 O organizador proverá o evento com staff habilitado a prestar a segurança.
4.5. Em caso de emergência deverá estar presente veiculo equipado para proceder ressuscitação, sendo também informado antecipadamente o centro médico caso necessário.
4.5.1 É obrigatório a presença de um safety freediver (mergulhador de segurança).
5.1.1.1 O atleta anunciará a sua performance com até 24hs de antecedência, para a organização da prova.
5.1.2 A tentativa é feita na superfície.
5.1.3 O atleta pode escolher a roupa e o equipamento facial.
5.1.4 Para calcular a performance serão utilizados dois cronômetros, sendo considerada a media de ambos, sendo o resultado arredondado para o tempo em segundos inferior.
Exemplo: Tempos registrados: 5’08″64 e 5’07″48 A média será: (5’08” + 5’07”) / 2 = 5’07″50
A performance a ser registrada será: 5’07” = 61.4 pontos
5.2. O intervalo entre cada OT será determinado pelos organizadores, sendo recomendado um tempo de três minutos na zona de performance antes do OT (Tempo Oficial).
5.2.1 Três zonas serão disponibilizadas: aquecimento, transição e performance. O aquecimento inicia 45 minutos antes do OT. O atleta tem a opção de fazer ou não seu aquecimento, mas não poderá acessar a zona de aquecimento, ou transição ou performance fora do seu tempo.
5.2.2 Um parceiro (capitão/coach/treinador/dupla) é autorizado monitorar ou supervisionar o atleta em todas as zonas, podendo também atuar como segurança extra durante a tentativa, podendo inclusive tocá-lo (enquanto as vias aéreas estiverem na água). Este parceiro poderá gerenciar os sinais de segurança. Assim que a performance acaba (saída das vias aéreas) não é permitido o toque no atleta como intuito de suporte, assim como o atleta não será desclassificado caso alguém do suporte/safety/juiz casualmente o toque sem o intuito de suporte.
5.2.3 Seguindo a contagem regressiva, o atleta que iniciar a performance após os 10segundos seguintes ao OT (tempo oficial), será aplicada penalização.
5.2.3.1 Caso o atleta ultrapasse 30segundos após o OT, será desclassificado.
5.2.3.2 Caso o atleta inicie a performance antes do OT , será penalizado.
5.2.3..4 Caso a Performance Realizada (PR) seja inferior a Performance Anunciada (PA), será penalizado.
5.2.7 O atleta tem direito a somente uma tentativa. Assim que a boca e nariz entram na água, a tentativa é considerada como iniciada.
5.2.8 O safety freediver ou o parceiro/coach/dupla presente na água será responsável por verificar o estado de consciência do atleta da seguinte forma:
Tocando o atleta de forma inequívoca, com sinal pré estabelecido pelo atleta, safety, dupla e juízes, sendo utilizado o sinal da seguinte forma:
• A cada 30 segundos, iniciando 1 minuto antes da PA Performance Anunciada;
• A cada 15 segundos, iniciando a partir do momento em que atingir a PA Performance Anunciada;
• Ou se for com seu dupla, sempre que quiserem realizar o sinal.
Se o atleta não responder ao sinal com o movimento correto, o juiz pedirá para que repitam o sinal de controle, caso o atleta não responda ou responda de forma errada/divergente, o juiz solicitará que o atleta seja retirado da água.
O juiz poderá pedir um sinal extra a qualquer momento que haja dúvida sobre a segurança.
5.2.9 Um Juiz oficial e um cronometrista controlam o tempo da performance. Ambos iniciam os cronômetros assim que ocorre a imersão (nariz e boca na água/ ou snorkel liberado da boca), assim como pararão os cronômetros quando nariz e/ou boca do atleta saiam da água.
5.3 Um recorde será quebrado caso a performance alcançada seja superior a pelo menos 1 (um) segundo do recorde nacional/estadual precedente.
5.4 O atleta autoriza o uso de sua imagem para promoção própria e do esporte no blog e mídias sociais da entidade.